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Bitcoin desaba mais de 10% e mercado perde US$ 130 bilhões

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A semana não começou nada bem para os investidores do Bitcoin e de outras criptomoedas. Após passar algumas semanas mantendo a sustentação no valor de US$ 30 mil, o Bitcoin (BTC) caiu forte hoje – segunda-feira (13/06). A queda puxou todo o mercado de criptomoedas.

Outros ativos como o Ethereum (ETH) festão no momento abaixo de US$ 1.300, acompanhando a tendência de queda do BTC.

segundo os investidores e analistas tudo tem uma explicação plausível e isso que está acontecendo hoje já era esperado por alguns. Essa queda de mais de 10% das principais moedas digitais acontece em meio à fraqueza no ambiente macroeconômico e ao risco sistêmico do mercado das criptomoedas.

E menos de 24 horas, o mundo viu o mercado cripto perder mais de US$ 130 bilhões em valor de mercado. Nesta manhã, por exemplo, as 100 maiores moedas digitais do mundo operam com queda, com algumas superando 20% em perdas.

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Bitcoin não se manteve e desabou nesse início de semana

O carro chefe dessa queda, o Bitcoin, operou em queda quase doze semanas seguidas, indo de quase US$ 49 mil em março de 2022 para menos de US$ 25 mil.

O BTC chegou a sinalizar que tinha atingido o fundo em meados de maio. Porém, foram divulgados dados preocupantes de inflação dos Estados Unidos na semana passada e essas informações acabaram chegando como uma bomba no mercado.

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Dados da inflação americana puxaram o Bitcoin para baixo segundo analistas

O índice de preços ao consumidor (CPI), a referência mais monitorada para inflação, subiu 8,6% em maio em relação ao ano anterior, superando as expectativas de que cairia para 8,2%, ante os 8,3% de abril.

Esses dados contribuíram para uma queda nos mercados asiáticos nesta segunda. O Hang Seng de Hong Kong caiu quase 3,5%, o Nikkei 225 do Japão caiu 3,01%, enquanto o Sensex da Índia caiu 2,44%. Isso também pesa para os índices futuros nos EUA, com o Nasdaq e o S&P 500 recuando quase 3%.

De acordo com os gráficos de preços, o Bitcoin teve forte suporte na marca de US$ 29 mil, mas a queda abaixo desse nível agora significa que a criptomoeda pode cair para sua máxima de 2017 de quase US$ 20 mil.

Houve uma queda de mais de 30 pontos no Índice de Força Relativa (RSI) – uma ferramenta usada pelos traders para calcular a magnitude do movimento do preço de um ativo – o que sugere que infelizmente uma reversão pode estar chegando por aí conforme os compradores de curto prazo reagem aos dados técnicos.

A cada ano – desde 2020 – vem aumentando a correlação do mercado de criptomoedas com as bolsas tradicionais, principalmente com ações de tecnologia negociadas em Nova York. Essas ações são impactadas pelas decisões de autoridades monetárias como o Federal Reserve e o Banco Central Europeu (BCE).

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Outras criptomoedas acompanharam a queda do Bitcoin

O First Republic Bank divulgou uma nota comentando sobre o assunto e falando de suas expectativas para o mercado:

“Esperamos que os principais bancos centrais continuem rápida e metodicamente removendo as acomodações por meio de aperto quantitativo e aumentando as taxas de juros até 2023. Os mercados também permanecerão muito frágeis, como demonstrou a reação negativa à inflação acima do esperado. Esperamos que essa fragilidade continue a abalar os mercados”.

O caminho agora para a sobrevivência das criptomoedas é incerto. Como vimos semana passada, muitos avaliaram que o colapso que está acontecendo agora seria maior, porém, outros eventos proporcionaram suporte e isso não aconteceu.

Caso supere esse novo colapso, sem dúvidas, o Bitcoin e o mercado de criptomodeas como um todo sairá MUITO mais forte. E querendo ou não, cedo ou tarde, esse mesmo mercado precisará aprender a reagir aos frequentes anúncios da inflação, reagindo de forma mais sólida e com menos emoções envolvidas.

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