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Bitcoin não se mantém e perde os US$ 30 mil

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Após um bom início de semana, hoje, terça-feira, 07/06, o Bitcoin (BTC) mais uma vez decepcionou os investidores que apostaram em uma recuperação mais sólida da criptomoeda. Ontem, o BTC conseguiu recuperar o valor de US$ 31 mil, porém, por volta das 21h15 de ontem, a moeda digital iniciou uma queda forte (a segunda em uma semana) e o preço desabou para US$ 29.300.

O recuo foi bem forte, praticamente de mais de 6% em duas horas. Hoje pela manhã, por volta das 8h00 o BTC operava por volta de US$ 29.590, isto é, a queda se manteve.

Com essa notícia, as altcoins também refletiram bastante essa queda. A Solana (SOL), amarga o pior resultado, ao mesmo tempo que precisa lidar com problemas de credibilidade no mercado após uma pane nos sistemas que aconteceu na semana passada. A SOL caiu 12% hoje.

A Binance Coin (BNB), perdeu quase 9% com a notícia de que a exchange será investigada pelas autoridades norte americanas por supostamente realizar vendas irregulares do ativo digital em 2017.

Bitcoin caminhando no ritmo das ações

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Mais uma vez ‘andando de mãos dadas’ com as ações, o Bitcoin com o Bitcoin mais uma vez mostrou reação positiva com as ações, acompanhando futuros da Nasdaq, que registraram queda de 0,95% na noite de ontem.

Todo esse movimento, decepcionou muitos investidores que acreditavam estar chegando em uma nova retomada do Bitcoin, o que não aconteceu.

O CEO da gestora de fundos de criptomoedas BitBull, Joe DiPasquale, divulgou que já tinha falado sobre um alerta que seria preciso presenciarmos um rompimento de pelo menos US$ 31-32 mil para adotar um tom mais otimista:

“O BTC permanece fraco até violar conclusivamente a faixa de US$ 31 mil a US$ 32 mil. No entanto, continuamos a ver algumas compras abaixo de US$ 30 mil que estão mantendo o preço”.

Mesmo assim, alguns analistas ficaram surpresos com a queda. Um exemplo é Greg King, CEO e fundador da gestora de ativos de criptomoedas Osprey Funds, afirmou ontem quando o preço ainda rondava os US$ 31 mil “podemos estar chegando ao fundo aqui com o Bitcoin”.

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Na opinião de King, os investidores institucionais fazem toda diferença no ciclo atual do Bitcoin. isso faz com que o preço não caia tanto como em 2013 e 2018, quando a criptomoeda desvalorizou mais de 80% após um período prolongado de alta.

No momento, o BTC já acumula perdas de cerca de 60% desde aquela lendária máxima máxima histórica de US$ 69 mil em novembro do ano passado. “Os compradores institucionais estão comprando essa queda”, apontou King.

Segundo dados da Coinglass, apenas entre ontem e hoje, traders de derivativos que apostaram na alta do Bitcoin também sofreram perdas por volta de US$ 218 milhões em posições liquidadas.

O aumento da inflação também está no foco dos agentes de mercado. Eles continuam atentos a uma reunião que acontecerá no próximo fim de semana, do Banco Central Europeu, liderada pela presidente Christine Lagarde que deve anunciar o fim das compras de títulos e sinalizar a aumentos na taxa de juros, provavelmente a partir de julho.

Antes disso, na sexta-feira (10/06), os investidores acompanharão de perto a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor dos EUA.

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A FactSet informou que economistas estimam que os números referentes a inflação de maio foram 8,2% superiores aos de 12 meses atrás, representando uma queda em relação ao ritmo de altas de abril (8,3%) e março (8,5%).

Ontem 06/06, numa participação durante o Cripto+, o analista gráfico Vinícius Terranova afirmou que os fatores macroeconômicos ainda controlam o sentimento dos investidores. E são esses investidores que devem guiar o preço do Bitcoin por algum tempo.

Para finalizar, infelizmente, se dependermos de como o mercado reage às notícias sobre inflação e aumento dos juros, corremos o forte risco de presenciar o Bitcoin recuar para menos de US$ 24.500, a mínima registrada no mês passado.

Mais notícias em breve!

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