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Empresas de Criptomoedas aguardam regulação para entrar no Brasil

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Alguns analistas dizem que o mercado de criptomoedas está passando por um período de perdas severas que não devem terminar. No entanto, representantes de empresas estrangeiras de criptomoedas que participaram do Consensus 2022, maior evento da indústria de criptomoedas do mundo em Austin, EUA, garantiram na semana passada que agora é o momento ideal para preparar terrenos no Brasil e aguardar o próximo aumento de preço.

Um dos motivos é o enorme potencial que essas empresas veem no país, que é o mais populoso da América Latina, mas fica para trás nas métricas de adoção de criptomoedas em comparação com a vizinha Argentina.
Para se manterem relevantes, as empresas estão apostando em plataformas de “alta tecnologia” focadas em traders profissionais que tendem a permanecer ativos mesmo em desacelerações do mercado – pelo menos mais do que os usuários regulares de varejo.

No entanto, a empresa monitora cuidadosamente possíveis aprovações para o marco regulatório de criptomoedas do Brasil, pois seu principal atrativo está na oferta de derivativos de criptomoedas, prática proibida pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) dos EUA sem licença especial. A tendência da Bybit é seguir um caminho diferente da Binance, oferecendo inicialmente uma plataforma em português do Brasil, mas não futuros e outros derivativos. A previsão é que o lançamento ocorra ainda este ano.

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Também aguardando a aprovação regulatória de criptomoedas para reforçar sua presença no Brasil, está a maior exchange da Espanha, Bit2Me. A empresa conta com uma equipe de brasileiros já atuando no país e tem o compromisso de cumprir rigorosamente as regulamentações para refletir suas operações em países europeus, sendo a única empresa do setor com licença para operar como exchange e custodiante de criptomoedas.

“O principal desafio agora é orientar o setor político brasileiro. Entender também os concorrentes e entender como o país funciona”, explica John Izaguirre, responsável pela plataforma de lançamento do projeto Bit2Me.

A esperada aprovação do projeto de regulamentação do mercado de criptomoedas do Brasil também deve afetar os negócios de câmbio que já operam no país. Uma delas é a Bitso, que começou a oferecer um produto de rendimento que paga até 15% ao ano em stablecoins, mas só foi formalmente aprovado pelos reguladores de Gibraltar.

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A primeira do setor a alcançar o status de unicórnio na região (sendo a segunda o Bitcoin Market Controller 2TM), a exchange abriu recentemente 5 milhões de contas na América Latina (os números para o Brasil não foram divulgados).

Freitas, que foi anunciado como country manager em abril, tem uma meta ambiciosa de tornar a Bitso a maior exchange do país até 2022. Em meio à retração geral do mercado, ele disse que o que importa é a qualidade do produto e a criação de utilidade para as criptomoedas no país, reiterando que o Brasil continua sendo o foco de crescimento da empresa.

“O Brasil é uma super prioridade para nós”, acrescentou. Vale lembrar que a Bitso tem cerca de 170 funcionários no país, e seu CEO e cofundador Daniel Vogel mora em São Paulo.

Bancos x Criptomoedas

A pendente aprovação do marco regulatório de criptomoedas também está incentivando bancos e outras instituições financeiros a procurar espaço no setor, dois anos após o grande boom institucional que começou nos Estados Unidos e foi considerado um dos culpados pela ascensão do bitcoin. preços da última vez. ano..

Esse movimento se deve ao rápido crescimento na taxa de transferências de contas bancárias para exchanges de criptomoedas. Essa foi uma das razões pelas quais o Itaú lançou sua primeira criptomoeda, Hashdex Crypto Selection FIC FIM, em abril.

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Focando nas oportunidades, as empresas estrangeiras aproveitam para oferecer a infraestrutura necessária para implementar serviços de cripto no ambiente bancário tradicional.

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Segundo a ConsenSys, empresa que desenvolve a MetaMask, principal carteira de criptomoedas do mundo, o Brasil já é seu principal mercado de varejo das Américas, o que também acaba tendo impacto do lado institucional.

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